IZ


Rio de Janeiro

Retorno para dizer-te,

do vazio descompreendido

queimado no fosso de medo

desses nossos corpos polares.

Que com lágrimas

almejava preencher

 até virar rio de janeiro,

nadando abraçada ao outro lado.

Não era o oco precipício 

quem me matava,

mas a vastidão infinita

dos sentimentos pintados

nesses restos de azulejo

                                        cor de (a)mar.