Retorno para dizer-te,
do vazio descompreendido
queimado no fosso de medo
desses nossos corpos polares.
Que com lágrimas
almejava preencher
até virar rio de janeiro,
nadando abraçada ao outro lado.
Não era o oco precipício
quem me matava,
mas a vastidão infinita
dos sentimentos pintados
nesses restos de azulejo
cor de (a)mar.
